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NOTÍCIAS | Casas mobiladas prontas a habitar: nova tendência a aterrar em Portugal

Investir no mobiliário e decoração de uma casa torna o produto mais atrativo. Players de setor analisam força deste conceito.



"Uma casa mobilada e decorada, pronta a habitar, é uma forma de valorizar um produto imobiliário, seja para comprar ou arrendar. Investidores, promotores e mediadores, arquitetos e home-stagers estão “de olho” nesta tendência internacional em Portugal que, para já, está muito focada num público de nicho e em modelos de negócio de arrendamento de média duração, apartamentos turísticos e/ou compra e venda de casas no segmento premium e luxo. Um projeto chave na mão permite economizar tempo e dinheiro, pelas suas diversas vantagens, e pode facilitar a tomada de decisão. Afinal, quem procura este tipo de soluções no mercado português? E quais são as mais-valias? O idealista/news ouviu vários players do setor sobre o tema.


“A tendência de utilizar a habitação como um serviço, conhecida como ‘house-as-a-service’, está a tornar-se mais popular em vários países, refletindo uma mudança no comportamento de consumo. A preferência pelo minimalismo e pela experiência em vez da posse material. Essa tendência é evidente na maneira como os nómadas digitais escolhem viver - de forma mais simples e leve, valorizando a praticidade em relação à propriedade de bens materiais”, começa por explicar Catarina Diniz, Head of Business & Strategy na Staging Factory.


Segundo a responsável, a procura por este tipo de casas tem vindo a crescer, mas tudo depende do público e segmento – se estudantes, nómadas digitais ou profissionais em trabalhos temporários, mais focados no arrendamento (de curta ou média duração); ou investidores e promotores, que investem no mobiliário e decoração para terem um produto mais atrativo, “pronto-a-render”.


Cristina Duarte, proprietária de um apartamento para arrendar totalmente mobilado na zona da Lapa-Estrela, em Lisboa, confirma que os seus inquilinos valorizam sempre o facto de a casa estar pronta para viver, com tudo o que necessitam, estando disponíveis para pagar um 'plus' no valor da renda da casa, que faz compensar o investimento em decoração. "Tendencialmente são estrangeiros, nómadas digitais ou quadros de empresas", conta ao idealista/news. Mas também há jovens portugueses interessados neste tipo de produto, tal como Filipa Reis que, com o seu namorado João, decidiu arrendar um apartamento mobilado, quando se instalaram nos arredores do Porto, permitindo-lhes "poupar esse gasto de mobilar uma casa completa e a chatice de uma mudança futura para outra casa, aqui perto ou noutra zona do país", partilha.


Para André Rodrigues da Silva, diretor geral e arquiteto na Other Fields, querer viver numa casa chave na mão, pronta a habitar de um dia para o outro, ainda não pode ser “categorizada como uma tendência dominante”. Contudo, assume ser “inegável que existe uma procura crescente por este tipo de oferta no mercado imobiliário, especialmente em modelos de negócio de arrendamentos de média duração e apartamentos turísticos”. Isto, é, embora não seja uma trend “plenamente estabelecida”, a procura por casas já mobiladas ou decoradas está a crescer e a “influenciar a apresentação e comercialização das propriedades no mercado imobiliário”, ganhando expressão, sobretudo, nos grandes centros urbanos.


A mediadora imobiliária Porta da Frente refere que até ao momento, no seu segmento, comprar/arrendar uma casa já mobilada/decorada, “nunca foi uma tendência”. “É incomum venderem-se imóveis mobilados, com a exceção de algum projeto particular de decoração que constitua um dos ‘selling’ points da casa. Dos nossos 28 anos de experiência do mercado, um cliente raramente tem o requisito de casa mobilada, acontecendo ocasionalmente apaixonar-se pela decoração do imóvel e fazer uma proposta”, explica a imobiliária ao idealista/news. No entanto, tendo em conta da existência de diversos projetos turísticos que oferecem este serviço de decoração, reconhece ser “expectável“ que, nestes casos "as unidades venham devidamente equipadas e totalmente mobiladas”.



Estrangeiros e nómadas são quem mais procura estas soluções

A verdade é que o mercado parece seguir ainda a diferentes velocidades nesta matéria. Se em alguns segmentos de mercado, a procura por este tipo de ativos ainda não é significativa, noutros já é uma condição sine qua non, como é o caso dos empreendimentos residenciais de gama alta. José Cardoso Botelho, CEO da promotora Vanguard Properties, confirma que, nos segmentos mais elevados, nomeadamente, premium e luxo, esta é uma linha de negócio crescente. “E ainda mais, quando estamos a falar de clientes estrangeiros, profissionalmente ativos em que o tempo é sempre escasso”. Segundo o responsável, no segmento de mercado onde atua, o perfil de investidor que procura este tipo de casa é “claramente” estrangeiro, “não só porque em geral dispõe de maior capacidade económica e financeira como, desconhecendo normalmente o país, é mais fácil contratar alguém que trate de tudo de A a Z”.


Catarina Diniz também não tem dúvidas sobre o perfil de investidores que mais tem interesse neste tipo de casas. No caso de investidores em imobiliário, profissionais temporários ou nómadas digitais, “ainda são os estrangeiros”. E este tipo de compradores, pelo facto de não se encontrarem permanentemente em Portugal "acabam por preferir adquirir uma casa já mobilada, pronto-a-arrendar ou pronta-a-habitar”, indica a home-stager.


André Rodrigues da Silva, da Other Fields partilha da mesma opinião. Refere que, neste momento, e no caso do arrendamento, este tipo de casa é procurado maioritariamente por estrangeiros, “em particular quadros superiores de empresas multinacionais que vêm trabalhar para Portugal ou Europa e necessitam de uma casa por um período de cerca de um a dois anos”. Além disso, “há ainda uma procura considerável, especialmente para apartamentos turísticos”.


No caso dos projetos turísticos chave na mão, a Porta da Frente adianta que conta praticamente “com a mesma fatia de portugueses e estrangeiros a fechar negócio”, mesmo como investidores. Os portugueses procuram um “rendimento extra”, já os cidadãos brasileiros, do Reino Unido e Alemanha, por exemplo, procuram rendimento e, além disso, estadias no país.




Promoção imobiliária cada vez mais atenta ao "nicho"

Na Vanguard Properties, desde há “bastante tempo” que se investe neste nicho. No entanto, José Cardoso Botelho admite que, no setor em geral, já se investe “alguma coisa, mas ainda de forma incipiente, exceto talvez no triângulo dourado do Algarve”. Além disso, a variação de preço entre uma casa vazia VS casa já decorada e pronta a habitar “pode ser muito significativa em função do tipo de decoração pretendida”. “No geral, de acordo com a nossa experiência, o valor mínimo de decoração ronda os 1.500 euros por metro quadrado (m2), podendo atingir os 8.000 euros por m2”, detalha o promotor.


“Há uns anos, os promotores imobiliários apenas investiam no típico andar-modelo que servia de montra para todo o empreendimento. Atualmente temos cada vez mais promotores a investir neste nicho como forma de valorizar o produto imobiliário. Uma casa bem mobilada e bem decorada para venda atrai mais e melhores clientes e acaba por ter um valor superior. Por outro lado, há promotores a investir no mercado da venda com rendimento garantido. Ou seja, investem no mobiliário e decoração pata terem um produto mais atrativo e pronto a arrendar, ou seja, pronto arender”, explica Catarina Diniz.


De acordo com a fundadora da Staging Factory, especialista neste tipo de intervenções, há cada vez mais promotores a trabalhar com empresas de staging, design e decoração de interiores para execução deste tipo de projetos. “Um promotor imobiliário valoriza muito a economia de recursos e a qualidade de um resultado final que garanta a optimização do espaço do imóvel e a maximização do valor e da rapidez da comercialização”, diz.


A especialista esteve envolvida em vários exemplos de projetos chave na mão cujo objetivo era mobilar e decorar integralmente imóveis para efeitos de venda e arrendamento. O mais recente desafio deste tipo que desenvolveu consistiu em mobilar e decorar oito apartamentos em Évora para o mercado do arrendamento média e longa duração.


“A maioria dos projetos que desenvolvemos são chave na mão. Promotores imobiliários, fundos de investimento, grupos hoteleiros ou investidores estrangeiros preferem trabalhar desta forma. Estes últimos optam essencialmente por projetos chave na mão já que se encontram a residir fora do país e querem chegar com a casa já mobilada, decorada e por vezes totalmente equipada com loiças e roupas de forma a estar totalmente pronta-a-habitar ou pronta-a-rentabilizar”, sublinha a profissional.


O arquiteto André Rodrigues da Silva adianta ainda que, em geral, observa-se uma tendência para, “no mínimo”, recorrer ao home-staging. Além disso, “estão a surgir produtos híbridos nos quais o promotor cria um apartamento modelo e posteriormente oferece um pacote de “decoração chave na mão" para venda ao potencial cliente. Temos colaborado com diversos promotores que seguem esta abordagem”, conta ao idealista/news. Relativamente aos preços deste tipo de serviço, para arrendamento, diz ser expectável um acréscimo de 20% a 30% na renda, dependendo da categoria do imóvel; e em termos de venda, pode-se considerar um aumento de preço entre 15% a 20%.


A imobiliária Porta da Frente confirma que a promoção imobiliária já investe neste mercado de projetos turísticos há bastante tempo, de norte a sul do país. “Especialmente desde 2011, em que Portugal tem crescido exponencialmente no setor do turismo, que se criou este espaço de investimento para os big players nacionais e internacionais (criação de hotéis, pousadas, apartamentos turísticos, etc). Nas regiões onde operamos, temos empreendimentos turísticos em Lisboa, Cascais e Alentejo, que oferecem exatamente este serviço de chave na mão. Além de ser uma obrigação legal, é um facilitador para o investidor que pretende monetizar o seu imóvel”, explica a mediadora.


Em 2021, Pedro d’Orey, sócio fundador da QuartoSala, anunciava numa entrevista ao idealista/news o lançamento de um novo serviço de curadoria precisamente pensado nesta linha, focado no trabalho em parceria com os promotores imobiliários para decorar os andares modelo dos seus empreendimentos. A ideia deste serviço de aconselhamento nasceu em plena pandemia, com o intuito de melhorar o aspeto visual dos projetos e a experiência de quem visita. 


“A grande vantagem é podermos associar o nosso know-how na área dos projetos de design de interiores, e a nossa experiência no atendimento desta tipologia de clientes de alto padrão, à necessidade dos promotores imobiliários de adaptar a sua oferta a esta nova realidade. Nós sabemos como os clientes querem viver as suas casas e podemos trazer esse conhecimento para a fase de promoção do empreendimento. É uma experiência geradora de negócios”, explicava, na altura.


Relativamente à compra deste tipo de casas para colocar no arrendamento ou alojamento local, a Porta da Frente admite que, no caso de imóveis avulso não sente essa preferência ligada a oportunidades de investimento. “Ou seja, não temos clientes que nos solicitam um imóvel mobilado para colocar no mercado de arrendamento de longa duração, pois geralmente preferem decorar a gosto pessoal ou associar-se a um projeto exterior de decoração. Nos empreendimentos turísticos, temos sim muitos investidores a apostarem tanto no alojamento local como arrendamento de maior duração”, frisa.


“Há muito pouco investimento em Portugal de compra de habitação para arrendamento. No caso do alojamento local, só haverá unidades decoradas e mobiladas. Para o arrendamento tradicional de longo prazo, pode não fazer sentido investir na decoração, pois normalmente o arrendatário tem a sua própria mobília”, acrescenta José Cardoso Botelho.



Desenhar uma casa a pensar no design e decoração? Sim

Para o arquiteto da Other Fields, na fase de inicial de desenho e planeamento das casas, a abordagem holística é cada vez mais fundamental. “É possível, inclusive, começar com a conceção de uma ideia de lifestyle, criar um moodboard de interiores e, a partir daí, abordar a arquitetura, invertendo em certa medida o processo convencional. Esta abordagem é particularmente relevante ao colaborar com promotores imobiliários que possuem equipas de marketing robustas e visam oferecer produtos distintos e atrativos para um público-alvo específico, ávido por um estilo de vida bem definido”, explica.


“Todos os elementos que compõem essa vivência devem ser considerados desde o início e interligados de forma sinérgica. Isso significa que o design e a decoração devem ser vistos em conjunto com outros aspetos importantes, como funcionalidade, eficiência energética, sustentabilidade, tecnologia integrada e bem-estar dos habitantes. A escolha do papel de parede pode ser tão relevante quanto a seleção do sistema de climatização para garantir uma vivência confortável e esteticamente agradável”, acrescenta o responsável.


Projetos com equipas multidisciplinares são, por isso, cada vez mais comuns. José Cardoso Botelho conta que na Vanguard Properties o desenvolvimento de um projeto imobiliário contempla 12 fases. “Uma vez definidas as métricas e segmento para um determinado projeto, logo na fase dois, começam a intervir equipas de arquitetura, engenharia, lifestyle e conceito”, refere. Portanto, desenham-se cada vez mais as casas do ponto de vista de como ficará o design e decoração, e o responsável acredita que isso será cada vez mais tendência “junto dos colegas de profissão”.


Esta realidade é confirmada pela Porta da Frente, segundo a mediadora, uma das principais evoluções do mercado imobiliário na última década “foi exatamente a criação de equipas multidisciplinares em cada projeto que entra no mercado”. “Tanto para projetos de exploração turística como residência permanente, há equipas compostas por várias áreas de expertise – inclusivamente a mediação imobiliária – que contribuem para a criação de um produto atraente e de qualidade”, salienta a empresa.


Catarina Diniz lembra que que as casas mobiladas e decoradas “atraem mais potenciais clientes e mais e melhores propostas de compra ou arrendamento”. “A maioria das pessoas tem dificuldade em visualizar o potencial de um espaço vazio. Casas vazias parecem mais pequenas, frias e sem personalidade. Por outro lado, uma casa mobilada é mais atrativa e convidativa, permitindo ao potencial comprador ou inquilino ver como pode viver o espaço e fazê-lo sentir-se em casa. Por outro lado, o comprador ou arrendatário pode preferir adquirir ou arrendar a casa já totalmente pronta a habitar evitando gastos e trabalho acrescido”, resume a especialista em home staging.


“Num segmento premium e de luxo é mais um fator diferenciador, aumentando a liquidez do produto. Ou seja, tudo o que torne o produto mais diferenciado, ajuda na venda ou no arrendamento”, confirma o CEO da promotora Vanguard Properties.



As mais-valias de uma casa pronta a habitar

Quando se trata de vender ou arrendar um imóvel, a primeira impressão é fundamental, e para isso é importante garantir um equilíbrio perfeito entre estética e funcionalidade. “A casa tem que conquistar o cliente à primeira vista, parecer funcional e permitir uma boa circulação. Criar um ambiente convidativo e acolhedor que agrade à maioria dos potenciais compradores ou inquilinos é por isso fundamental. Para isso é necessário utilizar cores neutras e peças de mobiliário de design simples. Esta abordagem cria um ambiente elegante e contemporâneo que agrada a uma ampla gama de gostos. Cores claras ampliam visualmente o espaço e realçam a beleza da luz natural”, explica Catarina Diniz.


Para a home stager, é ainda essencial incluir as peças essenciais que todos precisam, como camas confortáveis, mesas de cabeceira, mesa de refeição, cadeiras, móveis para a TV e sofá. “Estas peças garantem a base funcional do espaço, permitindo aos futuros residentes visualizarem como podem viver e aproveitar o espaço. É importante não personalizar nem sobrecarregar demasiado o espaço permitindo que cada um o adapte à sua maneira”, indica.


Segundo a fundadora da Staging Factory, a grande mais valia de um projeto chave na mão é a conveniência e economia: “tempo, dinheiro e chatices”. A especialista apresenta oito grandes mais valias das casas prontas a habitar:

  • Conveniência: o projeto é entregue completamente pronto, o que significa que o cliente não precisa de se preocupar com a gestão dos diferentes intervenientes no processo.
  • Economia de tempo: como o projeto é gerido de forma centralizada, o cliente economiza tempo, uma vez que não lida com imprevistos ou dificuldades de execução.
  • Redução de riscos: o fornecedor assume a responsabilidade por todas as etapas do projeto, incluindo a resolução de problemas e a garantia do resultado final conforme acordado.
  • Orçamento controlado: o cliente recebe um orçamento fechado para o projeto completo, o que garante o controle de custos e evita surpresas com custos adicionais.
  • Qualidade garantida: o fornecedor do serviço chave na mão geralmente tem experiência e expertise em projetos semelhantes, o que garante maior qualidade e profissionalismo.
  • Responsabilidade única: o cliente tem um único ponto de contacto para todas as questões relacionadas ao projeto, facilitando a comunicação e a resolução de problemas.
  • Pronto a usar: o cliente pode começar a usar o projeto imediatamente após a conclusão, sem a necessidade de ajustes adicionais.
  • Redução de stress: ao transferir a responsabilidade para o fornecedor, o cliente reduz significativamente o stress e a carga de trabalho associados à gestão do projetos."



fonte: "Idealista.pt" - "2023/10/04"


Por António Trindade 15 mai., 2024
Se estás a pensar comprar casa, tens de avaliar mais do que a tua situação financeira. Além disso, há outros cuidados a ter... "Comprar casa no nosso país é uma aventura. Nesse momento, há diversas questões que nos surgem, tais como: “Quando é que os preços das casas vão baixar?“; “O que fazer para comprar um imóvel?”; “Como funciona a compra de casa em Portugal?” Já todos tivemos a oportunidade de procurar um imóvel num site especializado na matéria. No entanto, o investimento é tão significativo que não deve ser encarado com trivialidade. Comprar casa não é como quem faz compras no supermercado. A compra de um imóvel é uma decisão importante que representa um grande investimento. Por isso, a decisão deve passar por um processo demorado, que deve ser tomada em consciência. Existem diversos fatores importantes que deves ter em consideração no momento de comprares uma casa, pois trata-se de uma compra à qual ficaremos ligados por muitos anos. Se estás a pensar em comprar casa, tens de avaliar mais do que a tua situação financeira. Eis outros cuidados a ter. Comprar uma casa: 8 precauções a tomar Antes de avançar para a compra de casa, há alguns cuidados que deves ter, de modo a que este passo seja dado com segurança e sem imprevistos. Toma nota de todas as precauções que deves tomar. Pondera bem sobre o tipo de casa a escolher Primeiro, deves definir o montante que estás disponível a investir na habitação. Posteriormente, deves definir que tipo de imóvel queres comprar. Comprar uma casa nova é diferente de comprar um imóvel usado, pois a última opção pode implicar a realização de obras. Se tiveres de fazer algumas melhorias ou uma remodelação completa, deves já calcular um valor para obras. Depois, compara os valores gastos e verifica se compensa realmente o imóvel usado ou se é preferível fazeres a compra de uma casa nova. Avalia bem a tua situação financeira Certificares-te que avalias bem a tua situação financeira e a tua estabilidade profissional revela-se um dos cuidados essenciais que deves ter no momento de comprares uma casa. Posteriormente, deves fazer uma escolha bem ponderada. A opção deve ser feita, após analisares a tua situação financeira. Deves reconhecer que não deves “dar um passo maior do que a perna” para tomares uma decisão sensata, que não afete a tua estabilidade. Conhece bem a tua vizinhança É importante conheceres o tipo de vizinhança que encontrarás, se fores viver para a casa identificada. Por isso, faz por perceber se as pessoas com quem te irás cruzar são simpáticas, barulhentas, conflituosas, entre outras caraterísticas que possam pesar na decisão a tomar. Faz visitas à casa em diferentes alturas do dia É uma boa estratégia visitar a casa pretendida em diferentes momentos do dia. Durante o processo de compra do imóvel, deves fazer visitas a diferentes horas para perceberes quais são as divisões que recebem luz natural direta. Também podes ficar a saber quais são as divisões mais frias e húmidas. Se só visitares o imóvel durante a noite, não conseguirás identificar determinados problemas que o imóvel possa ter, devido à luz artificial que impede que se identifique a verdadeira condição da casa. Verifica as infraestruturas da casa É importante verificar o estado do interior do edifício, avaliar o estado de conservação dos materiais e conferir se existem problemas. Por exemplo, se há humidade, maus acabamentos, eventuais fissuras ou sinais evidentes de intervenções. Avalia o teto e as paredes. Se existirem rachaduras ou manchas amarelas, isso poderá significar que há problemas de infiltrações. É também fundamental verificar o estado da instalação elétrica, da rede de abastecimento de água e da rede de gás, para não existirem surpresas desagradáveis, nomeadamente eventuais curtos-circuitos, fugas de gás ou rebentamento de canos. Observa o estado do chão No momento de visitares a casa, deves observar bem o chão da casa e avaliar o seu estado, tentando identificar se há ou não desníveis. Esta verificação é importante, porque poderá impedir más compras que impliquem ter de lidar com problemas no futuro. Há pisos com desníveis que significam que há problemas estruturais na habitação ou que foram realizadas obras com muitas imperfeições. Se o imóvel apresentar um chão flutuante, verifica se o mesmo se encontra bem instalado. Caso contrário será necessário colocá-lo novamente. Numa casa antiga, pode existir um chão desgastado, com riscos ou com falta de polimento. Tem isso em conta, pois pode representar um investimento. Se o chão apresentar danos perto dos rodapés ou manchas fortes no pavimento, isso poderá significar que é necessário resolver um problema escondido. Será que queres gastar dinheiro nessas obras? Faz por escolher o melhor crédito habitação No momento de comprares casa, deves certificar-te de que escolhes o crédito habitação mais adequado para ti. Ora, como irás investir um montante avultado, deves assegurar um crédito habitação que te ofereça as melhores condições. Este tipo de compra representa sempre uma despesa com muito peso no orçamento. Implicará sempre prestações que ficarás a pagar ao longo de muito tempo. Por isso, convém seres cauteloso para não pressionares demasiado a tua taxa de esforço. Reflete sobre a exposição solar e a eficiência energética do imóvel Ter uma casa com boa exposição solar revela-se uma excelente caraterística. A luz natural não só é benéfica para a saúde, como pode representar uma vantagem para a tua carteira, pois essa iluminação sem custos também assegura grande poupança na fatura da eletricidade. Durante o processo de compra de um imóvel deves sempre solicitar o certificado energético da casa. Trata-se de algo que te permite calcular os gastos que terás de realizar para manter os níveis de conforto no interior do imóvel. Além disso, é obrigatório que o vendedor te forneça o Certificado Energético do Imóvel. Para lá da luz natural, há outras caraterísticas relevantes que deves ter em consideração no momento de comprares um imóvel, nomeadamente verificares o tamanho e a quantidade de janelas que a casa apresenta. Outra qualidade que uma casa pode ter é a orientação solar. Se o imóvel se encontrar virado para sul ou a poente, isso assegura grande poupança, porque se trata de uma orientação que confere uma maior exposição solar. Convém evitar comprar casas virada para norte pois, apesar deste tipo de imóvel ter a seu favor o facto de ser uma habitação mais fresca no verão, esta casa não irá apanhar muito sol. Desta forma, irá implicar um gasto significativo na fatura de aquecimento, que ficará mais “pesada” no inverno, além de ser mais provável ter de lidar com problemas de humidade. Uma casa que se encontre voltada a nascente também não é muito vantajosa, pois só terá sol durante a manhã. As persianas, a qualidade das portas, as janelas, os vãos e a existência ou não de painéis solares são outros factos a teres em conta no momento de comprares a casa, pois são elementos que interferem com o nível térmico da habitação." fonte: "idealista.pt" - "2024/05/15"
IX Concentração de Vespas em Resende
Por António Trindade 12 mai., 2024
IX Concentração de Vespas em Resende
Por António Trindade 10 mai., 2024
Reflexo do comportamento dos preços registados no último ano, a valorização homóloga das casas atingiu os 9,6% no primeiro trimestre do ano, ainda assim um abrandamento face aos 17,2% registados um ano antes. "Os preços de venda das casas em Portugal (Continental) subiram 2,2% no primeiro trimestre deste ano, face ao trimestre anterior. Trata-se de uma aceleração da variação em cadeia, comparando com a subida de 1,6% registada no final de 2023. De acordo com o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, esta variação trimestral é bastante inferior à que se registou um ano antes, de 4,3%, mas esta performance sinaliza uma reversão do padrão de suavização das subidas de preços sentido ao longo do último ano, a qual, a confirmar-se, contraria a expetativa dominante no mercado. De qualquer forma, em reflexo do comportamento acumulado dos preços ao longo do último ano, a valorização homóloga voltou a reduzir o ritmo, atingindo 9,6% em março de 2024. Este indicador fica 7,6 pontos percentuais abaixo da taxa de variação homóloga de 17,2% registada no 1º trimestre do ano passado. Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, explica em comunicado que “nos últimos três meses, o índice inverteu a trajetória de curto-prazo, alcançando uma variação trimestral de +2,2%, depois de ter este indicador em 1,6% em dezembro. Estes números confirmam os últimos resultados do Portuguese Housing Market Survey, refletindo um comportamento mais positivo da procura e trazendo as expetativas de vendas para terreno positivo. Espera-se que as taxas de juro comecem a cair nos próximos meses, e isso está a melhorar a confiança dos compradores, o que acaba por colocar pressão adicional sobre os preços”. De acordo com as projeções realizadas a partir das vendas reportadas ao SIR-Sistema de Informação Residencial, no 1º trimestre deste ano terão sido transacionados cerca de 34.300 fogos em Portugal Continental. Este volume supera em cerca de 5% a média de 32.800 vendas por trimestre registada em 2023, confirmando a trajetória de recuperação, lenta, mas consistente, da atividade que se faz sentir desde a segunda metade do ano passado. Em termos de preços, as vendas residenciais no território Continental realizaram-se por um valor médio de 2.447 euros/m² no 1º trimestre deste ano, posicionando-se em 3.413 euros/m² na habitação nova e em 2.326/m² na habitação usada." fonte: "publico.pt" - "2024/05/08"
Por António Trindade 06 mai., 2024
Taxas Euribor desceram para todos os prazos no mês de abril, trazendo alívio às prestações, revelam simulações. "As taxas Euribor continuam a dar sinais de descida, antecipando a flexibilização da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) prevista para junho. Estas são boas notícias para as famílias que estão a pensar contratar um crédito habitação a taxa variável em maio, já que as prestações da casa estão mais baixas face aos meses anteriores, tal como revelam as simulações do idealista/créditohabitação. Quem está a pagar um empréstimo habitação indexado à Euribor e tiver revisão da prestação este mês, também pagará menos. Descobre quanto. O balanço final de abril trouxe descidas para todos os prazos das taxas Euribor face ao mês anterior: Euribor a 12 meses : a média mensal de abril desceu para 3,703%, menos 0,015 pontos percentuais (p.p.) face a março (3,718%); Euribor a 6 meses : esta taxa mensal caiu para 3,838% em abril, um menor valor comparativamente com a de março (para 3,895%); Euribor a 3 meses : a taxa do prazo mais curto desceu para 3,885%, menos 0,038 p.p. do que no mês anterior (3,923%). Estes recentes recuos da Euribor em abril – que é usada para os créditos habitação contratados em maio – vêm antecipar a queda dos juros do BCE que está prevista para junho. O que “parece cada vez mais claro é que os cortes nas taxas estão ao virar da esquina”, assume David Brito, diretor-geral da Ebury Portugal, tendo em conta que o regulador europeu admitiu na reunião de abril que “está pronto para flexibilizar a política monetária na sua próxima reunião, em junho". “O banco sente-se encorajado pelo progresso da inflação na zona euro, que deverá abrir caminho a um primeiro corte de 25 pontos base na reunião de junho”, conclui o especialista em declarações ao idealista/news. Assim, “parece cada vez mais claro que as boas notícias para os titulares de crédito à habitação surgirão a partir de junho, uma vez que, juntamente com as reduções das taxas do BCE, haverá uma queda significativa da Euribor”, indica David Brito. Como ficam as prestações da casa em maio? Com estas novas descidas da Euribor, quem está a pensar comprar casa em maio com recurso a um crédito habitação a taxa variável vai pagar menos face a quem contratou no mês anterior. É isso mesmo que revelam as simulações do idealista/crédito habitação, tendo por base um novo empréstimo habitação de 150.000 euros, com spread de 1% e prazo de 30 anos: Crédito habitação com Euribor a 12 meses: quem avançar com o empréstimo em maio (que usa a média da Euribor de abril) vai pagar uma prestação de 777 euros no primeiro ano, menos dois euros que quem se antecipou e avançou com o financiamento em abril (779 euros). Crédito habitação com Euribor a 6 meses: a prestação da casa a pagar em maio e nos cinco meses seguintes será de 790 euros, menos seis euros face a quem contratou o empréstimo da casa em abril; Crédito habitação com Euribor a 3 meses: a prestação da casa desceu para 795 euros nos primeiros três meses do contrato, menos dois euros do que quem avançou com o crédito da casa em abril. “Além disso, quem tem de rever o seu crédito habitação, tanto anual como semestralmente, vai finalmente ver a sua prestação mensal baixar, uma vez que a Euribor há 6 e 12 meses era ligeiramente superior”, referiu ainda o diretor geral da Ebury Portugal. Em concreto, a Euribor a 12 meses de abril 2024 (3,703%) é 0,054 p.p. inferior do que há um ano (3,757%). E também a taxa a 6 meses (3,838%) caiu face à que estava seis meses antes, acima dos 4%. Assim, quem estiver a pagar crédito habitação a taxa variável (ou mista em período variável) também verá as suas prestações da casa baixar depois de serem revistas este mês. De notar que a dimensão da descida da prestação da casa dependerá do ano do contrato, bem como do capital em dívida, entre outros fatores. " fonte: "Idealista.pt" - "2024/05/03"
Por António Trindade 29 abr., 2024
Descobre as vantagens e desvantagens em comprar uma casa em planta. "A compra de imóveis em planta é uma forma de aquisição muito popular em Portugal, principalmente nas zonas urbanas. Esta é uma oportunidade de negócio muito vantajosa para os promotores, uma vez que, ao obter compradores numa fase inicial, conseguem retorno do financiamento já feito e podem aplicá-lo para financiar uma parte do projeto. Para quem quer comprar casa, os imóveis em construção podem ser opções mais acessíveis para a carteira das famílias, no entanto, há alguns cuidados que deves ter em atenção. Neste artigo, vamos mostrar-te todas as vantagens de desvantagens de comprar uma casa em planta. Comprar uma casa em planta: vantagens Comprar uma casa em planta pode ser a forma de garantir que conseguirás escolher exatamente aquele espaço que querias, e obteres uma casa que já tivesses idealizado na tua cabeça. Evitas restringires-te às opções disponíveis no mercado e podes construir a casa dos teus sonhos. A poupança é uma das vantagens que podes ter em optar por uma casa em planta, porque podes poupar um valor significativo. Um imóvel em projeto ou em construção é normalmente mais barato do que um já concluído. Ao adquirires uma casa nesta fase tem ainda mais margem para negociar o preço e podes contar com maior potencial de valorização. Ou seja, quando estiver concluído o imóvel vai valer mais. Outra vantagem que podes encontrar, é o facto de ser 100% novo. A casa que vais comprar vai ser estreada por ti e, sendo um imóvel ainda em construção, terá certamente os materiais e tecnologias mais recentes, por exemplo, em termos de insonorização ou de climatização. Se a casa vier a revelar defeitos está, por lei, abrangida pela garantia. Ao comprares a casa em planta terás a possibilidade de escolher a casa dos teus sonhos. Nesta fase, é possível escolheres acabamentos, por exemplo, em termos de cores de paredes ou pavimentos. E tens mais tempo para encontrar os móveis e outros objetos de decoração. Os pagamentos faseados fazem parte das vantagens e dão a possibilidade de juntares dinheiro para ir saldando esses compromissos. Numa fase muito inicial deves pagar o sinal, para reservar o imóvel. Depois, ao assinares o contrato promessa compra e venda, são estabelecidos outros pagamentos. Uma casa em planta permite que tenhas o tempo necessário para planear uma mudança de casa. Como sabes, é uma fase sempre muito stressante, no entanto, se for planeada com tempo evitas grande parte do stress e tens tempo para planear tudo ao pormenor. Desvantagens e riscos de comprar uma casa em planta Um dos grandes receios de quem compra uma casa em planta é que não fique da forma que foi idealizada. Por isso, damos-te a conhecer algumas desvantagens, para que possas tomar a decisão de forma consciente. Conclusão da obra por por dificuldades financeiras da empresa construtora ou do promotor. Apesar de ser um receio comum, não é algo que aconteça de forma recorrente. No entanto, o conselho que te podemos dar é, informares-te sobre a solidez da empresa e procurares algum feedback sobre essa empresa; Atrasos na finalização da obra. Para assegurares os teus direitos deves certificar-te que existe uma cláusula no CPCV que te garanta a possibilidade de receberes indemnizações por incumprimento de prazos; O resultado final não estar de acordo com o que foi idealizado. É um medo comum de quem realiza este tipo de investimento e, como tal, deves certificar-te de que compreendes todas as informações que constam na planta. Documento escrito e válido: porque é importante? Ter um documento escrito e assinado por ambas as partes é a melhor forma de salvaguardar os direitos no caso de alguma coisa correr menos bem. O documento deve, sempre, mencionar os prazos de entrega e de pagamento, bem como eventuais indemnizações no caso de incumprimento de alguma das partes. Crédito financeiro é possível para casas em construção? É possível. Contudo, como é prática comum em qualquer contrato de crédito habitação, o financiamento bancário geralmente não cobre a totalidade do valor do imóvel. Portanto, é aconselhável ter uma reserva financeira para complementar o valor do imóvel e realizar adiantamentos, se necessário. Caso não possua essa reserva, será necessário procurar uma alternativa. Se houver margem no orçamento, é recomendável utilizar recursos próprios para efetuar os adiantamentos e recorrer ao crédito apenas para situações imprevistas e para a conclusão do processo de compra." fonte: "idealista.pt" - "2024/04/29"
Por António Trindade 24 abr., 2024
A necessidade de descarbonização do imobiliário está a dar o pontapé de saída para a renovação de muitas habitações, em muitos casos, com fundos públicos disponíveis para esse investimento. Instalar janelas eficientes é uma oportunidade para tornar estas casas não só mais confortáveis, mas também mais seguras. "Na hora de tornar a casa mais segura, a instalação de janelas eficientes é uma das mudanças mais eficazes que se pode fazer, com todas as melhorias que isso traz também ao nível do conforto, da acústica e da eficiência energética. A ANFAJE – Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes apela a que a acústica e a segurança não fiquem de parte quando se tomam decisões sobre estes investimentos. Em entrevista ao Público Imobiliário, João Ferreira Gomes, presidente da associação, recorda que uma janela eficiente “não é apenas boa para melhorar as condições térmicas e acústicas de uma casa, com o mesmo investimento podemos conseguir também segurança antirroubo. É fundamental considerar a substituição de janelas quando se faz hoje um investimento na habitação”. A eficiência energética está longe de ser a única vantagem de uma janela eficiente. “As pessoas já têm noção da necessidade de substituir janelas más, e devem agora ter também atenção ao fator da segurança, que deve estar associado à térmica e à acústica. A população já tem alguma sensibilidade em relação às necessidades de segurança antirroubo das portas da habitação, e conhece as portas blindadas, por exemplo, mas ainda há muito desconhecimento sobre o papel que uma janela eficiente pode ter na questão da segurança antirroubo”. Além disso, é mais eficaz investir primeiro em janelas mais eficientes, antes de instalar um sistema de alarme, por exemplo. “É fundamental garantir que a casa tem um conjunto de boas janelas eficientes, para que quem vai assaltar não tenha a vida facilitada”, principalmente tendo em conta que “janelas antigas, de correr, com vidro simples, como as que temos na maior parte dos nossos edifícios em Portugal, são muito fáceis de penetrar, mesmo que o alarme toque, o ladrão já pode estar lá dentro, mas se a casa tiver também janelas eficientes, será muito mais difícil entrar”. O papel das janelas eficientes passa por tecnologia e mecanismos que impedem os eventuais assaltantes de entrar rapidamente em casa, principalmente no caso das moradias térreas, que representam a maior parte das habitações do país. Dificultar a intrusão contribui para ganhar tempo precioso, durante o qual se pode ter reação ou pedir ajuda. Ou pode, simplesmente, dissuadir quem procura um alvo mais fácil: “os ladrões tendem a escolher a solução mais fácil e mais rápida, com janelas mais fáceis de arrombar. Com janelas eficientes, estamos, no fundo, a ganhar tempo para proteger a nossa casa, no caso de ela ter sido a escolhida”. Uma oportunidade única para tornar o parque edificado português mais seguro A onda de renovação do parque edificado habitacional europeu que agora começa é uma oportunidade única para tornar as habitações não só mais sustentáveis e neutras em carbono (como assim as metas europeias definem), mas também mais seguras, já que as janelas eficientes respondem a todas estas necessidades. Para cumprir os objetivos europeus e nacionais de descarbonização da economia e do imobiliário, já estão em campo vários programas de apoio à renovação de edifícios, como o Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, ou o Vale Eficiência, que se centram, sobretudo, na melhoria do conforto térmico e da eficiência energética. Mas a ANFAJE recorda que há que não esquecer também a componente acústica e a segurança, para não perder esta “oportunidade única” de reabilitação e de melhoria das condições de vida de todos. “O investimento que vai ser feito pode incluir logo todas estas melhorias”. E João Gomes garante que “atualmente, a maioria das janelas eficientes que se produzem e instalam já têm um nível de eficácia bastante elevado quanto à segurança antirroubo”, por isso o investimento não é muito superior ao da instalação de uma janela termicamente eficiente, por exemplo. João Ferreira Gomes ressalva que não se quer incentivar o medo: “tendo em conta que 3,5 milhões de casas em Portugal têm janelas ineficientes, queremos tentar que o investimento na substituição dessas janelas seja feito já com soluções que contemplem também soluções antirroubo”. Na altura de substituir janelas, “os cidadãos devem solicitar às empresas do setor, janelas dotadas de sistemas de ferragem, pontos de fecho, fechaduras mais seguras, que possam dar à janela uma maior robustez na questão da segurança antirroubo”. Empresas estão especializadas e preparadas para responder a estas necessidades " As empresas especialistas no fabrico de janelas eficientes estão “perfeitamente preparadas” para acompanhar este desafio de renovação dos edifícios, com soluções que vão permitir mais conforto e segurança numa casa mais sustentável. Segundo João Ferreira Gomes, há que procurar soluções como ferragens específicas antirroubo, com vários pontos de fecho e classificações RC2 com vidro laminado, um exemplo de solução antirroubo, difícil de quebrar mas também acusticamente mais eficiente. É necessária mais divulgação e sensibilização das seguradoras O presidente da ANFAJE acredita que também as seguradoras têm de estar mais sensibilizadas e abertas para este tema, e deveriam adotar modelos de desagravamento do custo dos seguros antirroubo da habitação semelhantes aos que já existem noutros países europeus, como no Reino Unido. João Ferreira Gomes acredita que “isto acontecerá certamente por desconhecimento das seguradoras, e esperamos que em breve estejam atentas a esta questão e que, em conjunto [ANFAJE], possamos chegar a uma solução que permita desagravar as apólices dos seguros. Apelamos a que as seguradoras desenvolvam comunicação connosco, para que os seus clientes tenham este benefício. É por aí que devemos começar”. Por outro lado, a ANFAJE está apostada em reforçar a sensibilização e a disseminação de informação junto do cliente final, numa altura em que o grande foco do setor é a eficiência energética, “até porque os apoios concedidos no âmbito dos programas públicos têm sido nesse âmbito”. Por isso, “a segurança antirroubo tem ficado um pouco de lado”. Assim, a ANFAJE “cada vez mais comunicará esta temática, explicando o porquê da necessidade de substituir janelas de má qualidade, e vai focar-se não só na questão da térmica e da acústica, mas também na questão da segurança antirroubo”." fonte: "publico.pt" - "2024/04/24"
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