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NOTÍCIAS | Imobiliário em 2023: "É um mercado em mudança que exige adaptação"

𝗡𝗢𝗧𝗜́𝗖𝗜𝗔𝗦 | Entrevista com Gonçalo Nascimento Rodrigues, coordenador da pós-graduação em Real Estate Investments do Iscte Executive Education.



"Será 2023 um ano de incertezas no setor imobiliário, nomeadamente no segmento residencial? “Prefiro falar em adaptação. Adaptação a um mercado com menos vendedores e menos compradores, com transações mais lentas e, em alguns casos, necessidade de revisão do preço”, analisa Gonçalo Nascimento Rodrigues, em entrevista ao idealista/news. O coordenador da pós-graduação em Real Estate Investments do Iscte Executive Education considera que o mercado está a passar por “uma mudança que exige adaptação”, mas lembra que “em todas as fases dos ciclos do mercado imobiliário é boa altura para comprar habitação própria e permanente”.


Numa altura em que o Banco Central Europeu (BCE) voltou a subir as taxas de juro diretoras em 25 pontos base, Gonçalo Nascimento Rodrigues deixa um aviso a quem está a pensar comprar casa: "(...) Deve ter noção que o vai fazer num momento de alta de taxas de juro e que as mesmas se deverão manter ainda durante algum tempo; quem tem crédito habitação, deverá olhar para um horizonte mais alargado e procurar acomodar prestações mais elevadas no orçamento familiar (...)".


O especialista em imobiliário dá ainda a sua visão sobre o Programa Mais Habitação do Governo, considerando que algumas das medidas previstas "poderão ter efeito", sendo que este "será sempre muito reduzido e contido no seu alcance, face às atuais necessidades do mercado".


Estes são alguns dos temas abordados por Gonçalo Nascimento Rodrigues na entrevista concedida ao idealista/news, que pode ser lida em baixo na íntegra. Na mesma fala, por exemplo, sobre a necessidade de aumentar a oferta de casas em Portugal, nomeadamente para a classe média – “(…) A disponibilização de nova oferta (…) será, no mínimo, desafiante nos próximos anos” –, e sobre a importância de apostar no Build to Rent (BtR): “O mercado imobiliário português reúne as condições adequadas para atrair ainda mais investimento, sobretudo em BtR e logística. No BtR falta algum racional económico e condições fiscais e de licenciamento mais atrativas”.



Inflação alta, juros a subir, custos de construção a aumentar, poder de compra a diminuir. Fala-se que 2023 será um ano de incertezas no setor imobiliário, nomeadamente no segmento residencial. Partilha desta ideia?

Incerteza não será a palavra mais adequada. Prefiro falar em adaptação. Adaptação a um mercado com menos vendedores e compradores, com transações mais lentas e, em alguns casos, necessidade de revisão do preço.

É um mercado mais virado para a componente do crédito e da sua renegociação do que propriamente de novas transações e novos créditos. É um mercado mais desafiante para os investidores que procurarão adequar os objetivos de rentabilidade num contexto de taxas de juro mais elevadas e condições de financiamento mais adversas. É, por isso, um mercado em mudança que exige adaptação. Procurando compreender essa mudança, mais rapidamente cada um se conseguirá adaptar e não viver na mencionada incerteza.



Comprar ou arrendar casa no contexto atual? Esta é uma dúvida que ainda se coloca? Porquê?

É natural que a dúvida se coloque, perante o atual nível de taxas de juro, que afasta potenciais compradores de habitação própria e permanente que necessitam de crédito. No entanto, o mercado de arrendamento também apresenta fortes condicionantes: baixo volume de oferta e rendas elevadas.


Isto dificulta o acesso à habitação, principalmente da parte de jovens/’first-time buyers’ que perante um mercado com preços em máximos históricos, quer na compra, quer no arrendamento, e condições de financiamento desafiantes, se veem com maiores dificuldades em conseguir ter uma habitação.



É uma boa altura para comprar casa, seja para viver, seja para arrendar? E para vender, é um momento adequado?

Em todas as fases dos ciclos do mercado imobiliário é boa altura para comprar habitação própria e permanente. Estas decisões – ao contrário das decisões puras de investimento – são mais “imunes” aos ciclos, uma vez que havendo necessidade, há motivação na compra. Por outro lado, a compra de habitação própria e permanente é – ou pelo menos deveria ser – uma decisão de médio/longo prazo. No longo prazo, a história já nos mostrou que o imobiliário tende a valorizar, pelo que a compra, nestes casos, deve ser mais independente da mera questão do preço.

Quanto à opção de arrendamento, prende-se mais com decisões de curto prazo e o preço torna-se uma questão mais importante. Ora, num mercado onde as rendas estão bastante elevadas e com pouca oferta, o arrendamento torna-se uma decisão mais difícil. No entanto, perante tão pouca oferta e face aos condicionalismos de acesso a crédito, por enquanto parece haver procura suficiente para que não vejamos uma quebra das rendas no curto prazo.


No que respeita à venda, é necessário avaliar a motivação da mesma e o momento da compra. 


  • Se for por desejo de realizar mais-valias, ainda parece ser um bom momento uma vez que os preços (ainda) se mantêm elevados; 
  • Se for por necessidade de troca de casa, há que avaliar muito bem o que se pretende comprar, quanto se pode pedir de crédito e aferir se o valor da venda é suficiente para colmatar o ‘equity’ que será necessário aportar na futura compra; 
  • Se for por motivos mais financeiros, de dificuldade de pagamento da prestação bancária, este momento ainda me parece adequado. 

O montante de crédito vencido encontra-se em mínimos históricos, os preços mantêm-se elevados e poderá ainda ser possível ao mutuário vender a sua casa, liquidar integralmente o seu crédito e ainda manter algum equity para uma futura compra mais dentro das suas possibilidades financeiras.



Como antecipa o comportamento dos preços das casas em Portugal, de uma forma geral, e nos principais centros urbanos?

Desde 2022 que tenho procurado explicar, quer nas aulas no ISCTE Executive Education, como em palestras que dou, o que poderá acontecer ao mercado residencial em Portugal neste período pós-pandemia e num contexto de guerra.


Histórica e estatisticamente, existe uma correlação elevada entre crédito e habitação em Portugal. Se as taxas de juro descem, a compra de habitação (e respetivo preço) sobem. Se a disponibilidade de crédito aumenta, o mesmo acontece.


O que temos visto nos últimos meses é, fundamentalmente, um esforço da parte da banca em renegociar alguns contratos de crédito habitação. Os dados oficiais mostram ainda uma desaceleração no número de avaliações bancárias e no número de transações de casas. No entanto, esta desaceleração no mercado não está ainda a provocar efeitos nos preços. Porquê? Fundamentalmente pelo baixo nível de oferta para a procura que existe e pela natureza do próprio mercado, em reagir lentamente a estímulos externos.


Desta forma, o que antecipava desde 2022, aparentemente está a concretizar-se e não antevejo grandes quebras de preços no curto prazo. Para tal, será necessário um aumento da oferta que na prática só me parece que possa existir em maior volume decorrente de mutuários que tenham de vender as suas casas por incapacidade de cumprimento no pagamento das prestações bancárias.



E a nível das taxas de juro e da oferta de crédito, o que podem esperar as famílias e os investidores?

Parece claro que o movimento de subida das taxas de juro ainda não terminou, apesar de parecer estar a chegar ao fim. No entanto, não antevejo quebras futuras. As economias europeia e mundial teriam de entrar em recessão para que os bancos centrais revissem a sua política monetária, voltando a um ‘quantitative easing’. No momento, não são esses os sinais. O mercado não espera uma recessão (quando muito, uma estagnação ou baixo crescimento económico) nem os bancos centrais têm dado indicações de virem a terminar tão cedo o seu ‘quantative tightening’.

Desta forma, quem quer comprar casa deve ter noção que o vai fazer num momento de alta de taxas de juro e que as mesmas se deverão manter ainda durante algum tempo; quem tem crédito habitação, deverá olhar para um horizonte mais alargado e procurar acomodar prestações mais elevadas no orçamento familiar; quem quer investir, deverá ter noção que as condições de financiamento são, e continuarão a ser, mais adversas e que os investimentos deverão ser realizados com maior volume de capital próprio.



Muito se tem falado da necessidade de aumentar a oferta de casas em Portugal, nomeadamente para a classe média portuguesa. Isto é possível? Como?

Parece-me um objetivo difícil de cumprir. Disponibilizar nova oferta no mercado é, tipicamente, um processo moroso. Por outro lado, atualmente é caro derivado dos elevados custos de construção. Seja pela questão do tempo, seja pela questão do custo, a disponibilização de nova oferta para a chamada classe média será, no mínimo, desafiante nos próximos anos.



Os últimos anos, marcados pela pandemia e, agora, pela guerra, e o contexto macroeconómico e financeiro deixaram ou estão a deixar marcas no setor imobiliário residencial? O que mudou ou está a mudar em termos de procura e oferta?

As marcas parecem-me mais que visíveis: transações e preços em máximos históricos. Essas são as marcas que ficam. O que me parece importante, e que muitas vezes é mal feito, é o diagnóstico, a razão pela qual em anos tão adversos o mercado teve um comportamento tão expansionista.


Durante a pandemia, a procura, quer nacional como estrangeira, tornou-se muito mais elástica. Mais pessoas a comprar, mais pessoas a arrendar. Num mercado com pouca oferta (para tanta procura) e condições altamente atrativas ao financiamento, naturalmente não é de estranhar o comportamento que teve.


A oferta procurou reagir: para o comprador nacional de primeira habitação, um incremento dos investimentos em ‘house flipping’; para o comprador estrangeiro e nacional de segmento mais alto, construções novas em novas localizações e com características diferenciadas – varandas, espaços exteriores, condomínios, qualidade construtiva, acessibilidades, novas disposições do espaço interior.



Portugal continua a ser um bom destino para se investir em imobiliário, apesar do momento mais complicado que se vive e do fim de medidas como os vistos gold?

Quase todas as características que o país tinha, que eram “convidativas” ao investimento estrangeiro em imobiliário, mantém-nas: segurança, clima, estabilidade, custo de vida. Outras, porventura, tê-las-á perdido, nomeadamente, a confiança junto dos atores políticos. Isto afasta investidores ou, pelo menos, leva-os a repensar as suas decisões de investimento.


O investidor sabe e consegue gerir momentos de mercado mais desafiantes, como é aquele em que vivemos: taxas de juro elevadas, inflação elevada, clima económico algo incerto, numa fase altamente expansionista do mercado imobiliário.


Aquilo que o investidor tem mais dificuldade em gerir é alterações de mercado ad-hoc e inesperadas levadas a cabo pelo poder político. Existe – ou pelo menos deveria existir – um certo relacionamento assente na confiança entre quem investe e quem decide. Temo que essa confiança possa ter sido um pouco abalada.


Nem sequer me refiro, em específico, à questão dos Golden Visa, até porque me parece que o mercado, de certa forma, já esperava alterações substanciais ao programa. Falo fundamentalmente da forma, do timing e da desadequação das medidas propostas à realidade do mercado.


O mercado imobiliário português reúne as condições adequadas para atrair ainda mais investimento, sobretudo em Built-to-Rent (BtR) e Logística. No BtR falta algum racional económico e condições fiscais e de licenciamento mais atrativas.



De forma resumida, que opinião lhe merece o programa Mais Habitação e a estratégia do Governo para o setor imobiliário?

Sendo o ativo imobiliário um ativo de investimento de longo prazo, num mercado onde normalmente qualquer ação política tem efeito a médio/longo prazo, qualquer estratégia a desenvolver deveria assentar em pilares fortes, sempre perspetivando o futuro. Aquilo que me parece é que a maior parte das propostas – senão mesmo todas – estão focadas no curto prazo. É muito difícil – para não dizer impossível – resolver as questões estruturais do mercado imobiliário num curto prazo.


Por outro lado, fico na dúvida de quais são realmente os objetivos do Governo. Não me parece que esteja claro. Aumentar oferta ou melhorar a acessibilidade na habitação? Controlar preços ou desenvolver políticas que potenciem a melhoria da acessibilidade na habitação? Auxiliar agregados familiares em dificuldades no pagamento das suas prestações bancárias ou rendas, ou impor condições a bancos e proprietários de casas para arrendamento?


Dito isto, fico de facto na dúvida se há realmente alguma estratégia. Parece-me mais haver um conjunto disperso de medidas, mas não vejo uma estratégia de longo prazo. Algumas dessas medidas poderão ter efeito, mas este será sempre muito reduzido e contido no seu alcance, face às atuais necessidades do mercado.


No livro do ISCTE Executive Education “67 Vozes por Portugal” tive oportunidade de elencar as medidas que me pareciam absolutamente fundamentais para conseguirmos ter um verdadeiro mercado de arrendamento residencial em Portugal, como instrumento de melhoria da acessibilidade na habitação, nomeadamente: pacto legislativo e fiscal de longo prazo; “choque fiscal” no arrendamento; criação de veículos de investimento adequados; subsídios ao arrendamento.


O programa Mais Habitação tem muito pouco disto, e o que tem não tem o alcance necessário."



fonte: "Idealista.pt" - "2023/06/19"


IX Concentração de Vespas em Resende
Por António Trindade 12 mai., 2024
IX Concentração de Vespas em Resende
Por António Trindade 10 mai., 2024
Reflexo do comportamento dos preços registados no último ano, a valorização homóloga das casas atingiu os 9,6% no primeiro trimestre do ano, ainda assim um abrandamento face aos 17,2% registados um ano antes. "Os preços de venda das casas em Portugal (Continental) subiram 2,2% no primeiro trimestre deste ano, face ao trimestre anterior. Trata-se de uma aceleração da variação em cadeia, comparando com a subida de 1,6% registada no final de 2023. De acordo com o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, esta variação trimestral é bastante inferior à que se registou um ano antes, de 4,3%, mas esta performance sinaliza uma reversão do padrão de suavização das subidas de preços sentido ao longo do último ano, a qual, a confirmar-se, contraria a expetativa dominante no mercado. De qualquer forma, em reflexo do comportamento acumulado dos preços ao longo do último ano, a valorização homóloga voltou a reduzir o ritmo, atingindo 9,6% em março de 2024. Este indicador fica 7,6 pontos percentuais abaixo da taxa de variação homóloga de 17,2% registada no 1º trimestre do ano passado. Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, explica em comunicado que “nos últimos três meses, o índice inverteu a trajetória de curto-prazo, alcançando uma variação trimestral de +2,2%, depois de ter este indicador em 1,6% em dezembro. Estes números confirmam os últimos resultados do Portuguese Housing Market Survey, refletindo um comportamento mais positivo da procura e trazendo as expetativas de vendas para terreno positivo. Espera-se que as taxas de juro comecem a cair nos próximos meses, e isso está a melhorar a confiança dos compradores, o que acaba por colocar pressão adicional sobre os preços”. De acordo com as projeções realizadas a partir das vendas reportadas ao SIR-Sistema de Informação Residencial, no 1º trimestre deste ano terão sido transacionados cerca de 34.300 fogos em Portugal Continental. Este volume supera em cerca de 5% a média de 32.800 vendas por trimestre registada em 2023, confirmando a trajetória de recuperação, lenta, mas consistente, da atividade que se faz sentir desde a segunda metade do ano passado. Em termos de preços, as vendas residenciais no território Continental realizaram-se por um valor médio de 2.447 euros/m² no 1º trimestre deste ano, posicionando-se em 3.413 euros/m² na habitação nova e em 2.326/m² na habitação usada." fonte: "publico.pt" - "2024/05/08"
Por António Trindade 06 mai., 2024
Taxas Euribor desceram para todos os prazos no mês de abril, trazendo alívio às prestações, revelam simulações. "As taxas Euribor continuam a dar sinais de descida, antecipando a flexibilização da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) prevista para junho. Estas são boas notícias para as famílias que estão a pensar contratar um crédito habitação a taxa variável em maio, já que as prestações da casa estão mais baixas face aos meses anteriores, tal como revelam as simulações do idealista/créditohabitação. Quem está a pagar um empréstimo habitação indexado à Euribor e tiver revisão da prestação este mês, também pagará menos. Descobre quanto. O balanço final de abril trouxe descidas para todos os prazos das taxas Euribor face ao mês anterior: Euribor a 12 meses : a média mensal de abril desceu para 3,703%, menos 0,015 pontos percentuais (p.p.) face a março (3,718%); Euribor a 6 meses : esta taxa mensal caiu para 3,838% em abril, um menor valor comparativamente com a de março (para 3,895%); Euribor a 3 meses : a taxa do prazo mais curto desceu para 3,885%, menos 0,038 p.p. do que no mês anterior (3,923%). Estes recentes recuos da Euribor em abril – que é usada para os créditos habitação contratados em maio – vêm antecipar a queda dos juros do BCE que está prevista para junho. O que “parece cada vez mais claro é que os cortes nas taxas estão ao virar da esquina”, assume David Brito, diretor-geral da Ebury Portugal, tendo em conta que o regulador europeu admitiu na reunião de abril que “está pronto para flexibilizar a política monetária na sua próxima reunião, em junho". “O banco sente-se encorajado pelo progresso da inflação na zona euro, que deverá abrir caminho a um primeiro corte de 25 pontos base na reunião de junho”, conclui o especialista em declarações ao idealista/news. Assim, “parece cada vez mais claro que as boas notícias para os titulares de crédito à habitação surgirão a partir de junho, uma vez que, juntamente com as reduções das taxas do BCE, haverá uma queda significativa da Euribor”, indica David Brito. Como ficam as prestações da casa em maio? Com estas novas descidas da Euribor, quem está a pensar comprar casa em maio com recurso a um crédito habitação a taxa variável vai pagar menos face a quem contratou no mês anterior. É isso mesmo que revelam as simulações do idealista/crédito habitação, tendo por base um novo empréstimo habitação de 150.000 euros, com spread de 1% e prazo de 30 anos: Crédito habitação com Euribor a 12 meses: quem avançar com o empréstimo em maio (que usa a média da Euribor de abril) vai pagar uma prestação de 777 euros no primeiro ano, menos dois euros que quem se antecipou e avançou com o financiamento em abril (779 euros). Crédito habitação com Euribor a 6 meses: a prestação da casa a pagar em maio e nos cinco meses seguintes será de 790 euros, menos seis euros face a quem contratou o empréstimo da casa em abril; Crédito habitação com Euribor a 3 meses: a prestação da casa desceu para 795 euros nos primeiros três meses do contrato, menos dois euros do que quem avançou com o crédito da casa em abril. “Além disso, quem tem de rever o seu crédito habitação, tanto anual como semestralmente, vai finalmente ver a sua prestação mensal baixar, uma vez que a Euribor há 6 e 12 meses era ligeiramente superior”, referiu ainda o diretor geral da Ebury Portugal. Em concreto, a Euribor a 12 meses de abril 2024 (3,703%) é 0,054 p.p. inferior do que há um ano (3,757%). E também a taxa a 6 meses (3,838%) caiu face à que estava seis meses antes, acima dos 4%. Assim, quem estiver a pagar crédito habitação a taxa variável (ou mista em período variável) também verá as suas prestações da casa baixar depois de serem revistas este mês. De notar que a dimensão da descida da prestação da casa dependerá do ano do contrato, bem como do capital em dívida, entre outros fatores. " fonte: "Idealista.pt" - "2024/05/03"
Por António Trindade 29 abr., 2024
Descobre as vantagens e desvantagens em comprar uma casa em planta. "A compra de imóveis em planta é uma forma de aquisição muito popular em Portugal, principalmente nas zonas urbanas. Esta é uma oportunidade de negócio muito vantajosa para os promotores, uma vez que, ao obter compradores numa fase inicial, conseguem retorno do financiamento já feito e podem aplicá-lo para financiar uma parte do projeto. Para quem quer comprar casa, os imóveis em construção podem ser opções mais acessíveis para a carteira das famílias, no entanto, há alguns cuidados que deves ter em atenção. Neste artigo, vamos mostrar-te todas as vantagens de desvantagens de comprar uma casa em planta. Comprar uma casa em planta: vantagens Comprar uma casa em planta pode ser a forma de garantir que conseguirás escolher exatamente aquele espaço que querias, e obteres uma casa que já tivesses idealizado na tua cabeça. Evitas restringires-te às opções disponíveis no mercado e podes construir a casa dos teus sonhos. A poupança é uma das vantagens que podes ter em optar por uma casa em planta, porque podes poupar um valor significativo. Um imóvel em projeto ou em construção é normalmente mais barato do que um já concluído. Ao adquirires uma casa nesta fase tem ainda mais margem para negociar o preço e podes contar com maior potencial de valorização. Ou seja, quando estiver concluído o imóvel vai valer mais. Outra vantagem que podes encontrar, é o facto de ser 100% novo. A casa que vais comprar vai ser estreada por ti e, sendo um imóvel ainda em construção, terá certamente os materiais e tecnologias mais recentes, por exemplo, em termos de insonorização ou de climatização. Se a casa vier a revelar defeitos está, por lei, abrangida pela garantia. Ao comprares a casa em planta terás a possibilidade de escolher a casa dos teus sonhos. Nesta fase, é possível escolheres acabamentos, por exemplo, em termos de cores de paredes ou pavimentos. E tens mais tempo para encontrar os móveis e outros objetos de decoração. Os pagamentos faseados fazem parte das vantagens e dão a possibilidade de juntares dinheiro para ir saldando esses compromissos. Numa fase muito inicial deves pagar o sinal, para reservar o imóvel. Depois, ao assinares o contrato promessa compra e venda, são estabelecidos outros pagamentos. Uma casa em planta permite que tenhas o tempo necessário para planear uma mudança de casa. Como sabes, é uma fase sempre muito stressante, no entanto, se for planeada com tempo evitas grande parte do stress e tens tempo para planear tudo ao pormenor. Desvantagens e riscos de comprar uma casa em planta Um dos grandes receios de quem compra uma casa em planta é que não fique da forma que foi idealizada. Por isso, damos-te a conhecer algumas desvantagens, para que possas tomar a decisão de forma consciente. Conclusão da obra por por dificuldades financeiras da empresa construtora ou do promotor. Apesar de ser um receio comum, não é algo que aconteça de forma recorrente. No entanto, o conselho que te podemos dar é, informares-te sobre a solidez da empresa e procurares algum feedback sobre essa empresa; Atrasos na finalização da obra. Para assegurares os teus direitos deves certificar-te que existe uma cláusula no CPCV que te garanta a possibilidade de receberes indemnizações por incumprimento de prazos; O resultado final não estar de acordo com o que foi idealizado. É um medo comum de quem realiza este tipo de investimento e, como tal, deves certificar-te de que compreendes todas as informações que constam na planta. Documento escrito e válido: porque é importante? Ter um documento escrito e assinado por ambas as partes é a melhor forma de salvaguardar os direitos no caso de alguma coisa correr menos bem. O documento deve, sempre, mencionar os prazos de entrega e de pagamento, bem como eventuais indemnizações no caso de incumprimento de alguma das partes. Crédito financeiro é possível para casas em construção? É possível. Contudo, como é prática comum em qualquer contrato de crédito habitação, o financiamento bancário geralmente não cobre a totalidade do valor do imóvel. Portanto, é aconselhável ter uma reserva financeira para complementar o valor do imóvel e realizar adiantamentos, se necessário. Caso não possua essa reserva, será necessário procurar uma alternativa. Se houver margem no orçamento, é recomendável utilizar recursos próprios para efetuar os adiantamentos e recorrer ao crédito apenas para situações imprevistas e para a conclusão do processo de compra." fonte: "idealista.pt" - "2024/04/29"
Por António Trindade 24 abr., 2024
A necessidade de descarbonização do imobiliário está a dar o pontapé de saída para a renovação de muitas habitações, em muitos casos, com fundos públicos disponíveis para esse investimento. Instalar janelas eficientes é uma oportunidade para tornar estas casas não só mais confortáveis, mas também mais seguras. "Na hora de tornar a casa mais segura, a instalação de janelas eficientes é uma das mudanças mais eficazes que se pode fazer, com todas as melhorias que isso traz também ao nível do conforto, da acústica e da eficiência energética. A ANFAJE – Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes apela a que a acústica e a segurança não fiquem de parte quando se tomam decisões sobre estes investimentos. Em entrevista ao Público Imobiliário, João Ferreira Gomes, presidente da associação, recorda que uma janela eficiente “não é apenas boa para melhorar as condições térmicas e acústicas de uma casa, com o mesmo investimento podemos conseguir também segurança antirroubo. É fundamental considerar a substituição de janelas quando se faz hoje um investimento na habitação”. A eficiência energética está longe de ser a única vantagem de uma janela eficiente. “As pessoas já têm noção da necessidade de substituir janelas más, e devem agora ter também atenção ao fator da segurança, que deve estar associado à térmica e à acústica. A população já tem alguma sensibilidade em relação às necessidades de segurança antirroubo das portas da habitação, e conhece as portas blindadas, por exemplo, mas ainda há muito desconhecimento sobre o papel que uma janela eficiente pode ter na questão da segurança antirroubo”. Além disso, é mais eficaz investir primeiro em janelas mais eficientes, antes de instalar um sistema de alarme, por exemplo. “É fundamental garantir que a casa tem um conjunto de boas janelas eficientes, para que quem vai assaltar não tenha a vida facilitada”, principalmente tendo em conta que “janelas antigas, de correr, com vidro simples, como as que temos na maior parte dos nossos edifícios em Portugal, são muito fáceis de penetrar, mesmo que o alarme toque, o ladrão já pode estar lá dentro, mas se a casa tiver também janelas eficientes, será muito mais difícil entrar”. O papel das janelas eficientes passa por tecnologia e mecanismos que impedem os eventuais assaltantes de entrar rapidamente em casa, principalmente no caso das moradias térreas, que representam a maior parte das habitações do país. Dificultar a intrusão contribui para ganhar tempo precioso, durante o qual se pode ter reação ou pedir ajuda. Ou pode, simplesmente, dissuadir quem procura um alvo mais fácil: “os ladrões tendem a escolher a solução mais fácil e mais rápida, com janelas mais fáceis de arrombar. Com janelas eficientes, estamos, no fundo, a ganhar tempo para proteger a nossa casa, no caso de ela ter sido a escolhida”. Uma oportunidade única para tornar o parque edificado português mais seguro A onda de renovação do parque edificado habitacional europeu que agora começa é uma oportunidade única para tornar as habitações não só mais sustentáveis e neutras em carbono (como assim as metas europeias definem), mas também mais seguras, já que as janelas eficientes respondem a todas estas necessidades. Para cumprir os objetivos europeus e nacionais de descarbonização da economia e do imobiliário, já estão em campo vários programas de apoio à renovação de edifícios, como o Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, ou o Vale Eficiência, que se centram, sobretudo, na melhoria do conforto térmico e da eficiência energética. Mas a ANFAJE recorda que há que não esquecer também a componente acústica e a segurança, para não perder esta “oportunidade única” de reabilitação e de melhoria das condições de vida de todos. “O investimento que vai ser feito pode incluir logo todas estas melhorias”. E João Gomes garante que “atualmente, a maioria das janelas eficientes que se produzem e instalam já têm um nível de eficácia bastante elevado quanto à segurança antirroubo”, por isso o investimento não é muito superior ao da instalação de uma janela termicamente eficiente, por exemplo. João Ferreira Gomes ressalva que não se quer incentivar o medo: “tendo em conta que 3,5 milhões de casas em Portugal têm janelas ineficientes, queremos tentar que o investimento na substituição dessas janelas seja feito já com soluções que contemplem também soluções antirroubo”. Na altura de substituir janelas, “os cidadãos devem solicitar às empresas do setor, janelas dotadas de sistemas de ferragem, pontos de fecho, fechaduras mais seguras, que possam dar à janela uma maior robustez na questão da segurança antirroubo”. Empresas estão especializadas e preparadas para responder a estas necessidades " As empresas especialistas no fabrico de janelas eficientes estão “perfeitamente preparadas” para acompanhar este desafio de renovação dos edifícios, com soluções que vão permitir mais conforto e segurança numa casa mais sustentável. Segundo João Ferreira Gomes, há que procurar soluções como ferragens específicas antirroubo, com vários pontos de fecho e classificações RC2 com vidro laminado, um exemplo de solução antirroubo, difícil de quebrar mas também acusticamente mais eficiente. É necessária mais divulgação e sensibilização das seguradoras O presidente da ANFAJE acredita que também as seguradoras têm de estar mais sensibilizadas e abertas para este tema, e deveriam adotar modelos de desagravamento do custo dos seguros antirroubo da habitação semelhantes aos que já existem noutros países europeus, como no Reino Unido. João Ferreira Gomes acredita que “isto acontecerá certamente por desconhecimento das seguradoras, e esperamos que em breve estejam atentas a esta questão e que, em conjunto [ANFAJE], possamos chegar a uma solução que permita desagravar as apólices dos seguros. Apelamos a que as seguradoras desenvolvam comunicação connosco, para que os seus clientes tenham este benefício. É por aí que devemos começar”. Por outro lado, a ANFAJE está apostada em reforçar a sensibilização e a disseminação de informação junto do cliente final, numa altura em que o grande foco do setor é a eficiência energética, “até porque os apoios concedidos no âmbito dos programas públicos têm sido nesse âmbito”. Por isso, “a segurança antirroubo tem ficado um pouco de lado”. Assim, a ANFAJE “cada vez mais comunicará esta temática, explicando o porquê da necessidade de substituir janelas de má qualidade, e vai focar-se não só na questão da térmica e da acústica, mas também na questão da segurança antirroubo”." fonte: "publico.pt" - "2024/04/24"
Por António Trindade 19 abr., 2024
Garantir que os principais sistemas do negócio imobiliário estão sólidos e bem definidos é o primeiro passo. Tecnologia vem depois. "A adoção do uso de Inteligência Artificial (IA) no dia a dia dos negócios, como catalizador de produtividade, é cada vez mais uma realidade, e à semelhança das restantes áreas económicas também no setor imobiliário vai tornar-se indispensável, em articulação com a ação humana. O investimento em tempo, recursos e dinheiro é assim necessário, porque munidos com as ferramentas tecnológicas corretas, os agentes imobiliários podem focar-se nos elementos humanos da operação que são essenciais para o sucesso no mercado: clientes e relação, tal como explica Massimo Forte, consultor, coach, formador especializado em imobiliário. Afinal, antes da tecnologia, é preciso garantir que se faz o “básico, bem-feito”. “2023 foi sobre o uso da IA. 2024 é sobre usá-la melhor”. A frase é de Sheula Reddy, CEO da Mosaik, e foi dita no Inman Connect, no início deste ano, nos EUA, onde o especialista esteve presente. Neste artigo preparado para o idealista/news, Massimo Forte desenvolve porque é que esta ideia “resume muito bem o desafio tecnológico que a mediação imobiliária enfrenta”. O tema mais abordado no evento, que junta todos os anos, em Nova Iorque, tecnologia, empreendedorismo e mediação imobiliária, para vários dias de networking intensos, foi precisamente o da inteligência artificial, explicado de forma simples e prática e orientado para o que de facto já se pode fazer hoje, com resultados comprovados, e o que se poderá vir a fazer no futuro. Sem esquecer as raízes e a essência de um negócio que será sempre de pessoas para pessoas. IA ao serviço da mediação imobiliária Exemplos de ferramentas que usam IA para melhorar a produtividade: ChatGPT. Responde a perguntas, constrói e adapta conteúdo através de um bot; Opus-Clip. Faz vídeos longos a partir de vídeos curtos; Descript. Edita vídeos gerando clones de voz; Tactiq. Gera transcrições e resumos automáticos de reuniões em vídeo; Adobe Firefly. Cria imagens e ilustrações a partir de uma descrição; Durable. Constrói um website em 30 segundos; Remini. Edita fotos como se fossem de estúdio de pessoas e marcas; Alwrite. Converte vídeos em artigos textuais; Heygen. Transforma texto em vídeos narrados por uma pessoa gerada por IA; Tome. Cria automaticamente apresentações (slides); Designrr. Cria e-books e outros materiais de apoio. No evento a que Massimo Forte assistiu, foi possível conhecer várias ferramentas de contacto inicial para qualificação do potencial cliente que recorrem a bots para iniciar o diálogo com texto pelo chat, ou por voz, levando o prospect a responder de forma “natural” a uma pré-qualificação mais assertiva e com uma taxa de conversão muito elevada para condução para uma reunião física na loja, no escritório ou outro local com o potencial comprador, ou para uma primeira visita de angariação no imóvel, com o potencial cliente vendedor. Poupa tempo ao agente imobiliário e ao cliente e faz a separação entre clientes que precisam mesmo de comprar ou vender, ou aqueles que ainda não estão preparados para o fazer, mas poderão estar mais tarde e podem desta forma ser seguidos de forma eficaz via sistemas de CRM cada vez mais avançados e preditivos. Há ainda muitas ferramentas que não estão disponíveis para o mercado português, mas outras que já estão entre nós e podem começar a fazer parte das rotinas e processos de otimização de tempo, como por exemplo o ChatGPT. Especificamente, para profissionais de mediação imobiliária, já há ferramentas que hoje permitem a automação de algumas tarefas que permitem poupança em recursos humanos, tempo e dinheiro, como por exemplo: análise comparativa de mercado; elaboração de copyright para anúncios, seja para os portais como para redes sociais; preparação de apresentações de serviço, entre outras atividades. Garantir que se faz “o básico, bem-feito” Mas antes de se lançar e aprofundar no conhecimento, adoção e utilização de novas tecnologias, há que garantir que se faz “o básico, bem feito”, ou seja, há que garantir que os principais sistemas do seu negócio de mediação imobiliária estão sólidos e bem definidos, porque só assim o agente poderá perceber o que o pode ajudar a ter melhor informação, melhor produtividade e por isso, melhores resultados. Tendo como foco o cliente, Massimo Forte recorda que é importante formalizar e cuidar dos pilares do projeto de mediação. Avaliar de forma organizada os seus sistemas e processos e perceber onde se pode incluir tecnologia para ajudar o negócio: Pessoas e Cultura; Marketing e Branding; Operações; Jurídico; Financeiro. É igualmente importante incluir análises SWOT regulares onde se definem e avaliam forças, fraquezas, oportunidades e ameaças para uma melhoria contínua dos sistemas e processos. Depois da adaptação, o grande desafio será o da adoção para utilização das ferramentas tecnológicas com base em IA. A tendência, principalmente no marketing e na comunicação, é pensar que estas ferramentas vão fazer tudo sozinhas e que bastará depois aplicar. Segundo os especialistas, não é bem assim, até porque se assim for, corremos o risco de não se criar diferenciação na essência de marca e comunicação. Cuidar da jornada de cliente pré e pós-compra, perceber em que pontos os agentes podem manter-se na mente dos clientes antes, durante e depois da operação, durante os anos seguintes, é fundamental. Com isso, a probabilidade de receber referências de clientes satisfeitos aumenta substancialmente e otimiza o esforço e custo por contacto com taxas de conversão mais elevadas que qualquer outra campanha. “Automatizar o processo, mas não a mensagem” Além de especialistas em IA, o evento também contou com a partilha de especialistas em marca pessoal que alertaram que a inteligência artificial veio para facilitar as tarefas, e não para as substituir, reforçando que os agentes imobiliários são marcas pessoais, e não marcas genéricas. É por isso que o foco deve estar em automatizar o processo, mas não a mensagem. Há que olhar para os resultados que as ferramentas produzem, refinar e depois saber como aplicar a sua essência para a diferenciação da sua comunicação de forma multidimensional. É fundamental que os profissionais e as marcas do mercado imobiliário criem as suas próprias mensagens, mostrem a sua essência, o seu dia a dia, o que as distingue e caracteriza para além da operação, e que depois aprendam a treinar a IA para entender completamente o seu negócio, os seus objetivos e a sua marca. Se não o fizerem, serão apenas mais um a comunicar a mesma coisa que milhares. Para finalizar, e pensando que a tecnologia através das suas várias ferramentas vão tornar o agente imobiliário cada vez mais eficiente, a pergunta que se coloca é: o que fará o agente com o tempo disponível? O negócio continuará a ser de pessoas para pessoas, e assim sendo, a relação humana para se posicionar, prospetar, aconselhar, acompanhar, negociar e seguir, será o foco para o novo tempo disponível do agente imobiliário que pretende dedicar-se ao que neste negócio importa: angariar para vender." fonte: "idealista.pt" - "2024/04/19"
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